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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

AGENDA DEL CARNAVAL EN LA COMUNIDAD


Saiba o que vai rolar no Carnaval Boliviano 2011

Por: Da Redação

O Carnaval cheio de cores e tradições que é o carnaval boliviano, será comemorado nos dias 6, 7 e 8 de março.
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Que este ano todos as realizações comemorativas, possam trazer um pouco da Bolívia para todos os bolivianos aqui do Brasil e que os brasileiros possam sentir um pouco da magia e da cultural boliviana.
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Veja abaixo o que as instituições bolivianas e associadas estão realizando para os festejos carnavalescos:
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Instituto Embelleze:
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''Neste carnaval estamos com agenda lotada pois temos parceria com muitas instituições, mas pretendemos fazer uma festa de carnaval aqui no Instituto Embelleze, terá a participação massiva da comunidade boliviana.''
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Nathália Gonzalezz
Gerente Comercial 

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Kantuta Bolívia:
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’Participaremos da festa no dia 6 de março na Praça Kantuta, com a apresentação da dança folclórica Caporales, participarão 80 integrantes nesta apresentação .

Aproveitaremos a ocasião para realizar o batismo de 45 novos integrantes de nosso grupo.’’
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Herlan Carbajal
Vice-Presidente


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TODOS CONTRA EL RACISMO .. NO DEJEN DE PARTICIPAR


Caminhada de Protesto contra O Racismo – Shopping Cidade Jardim

Por: Da Redação

Queridos amigos durante esta semana divulgamos a carta do músico cubano Pedro Bandera, quem foi vitima de RACISMO no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, já se passaram 6 meses dos fatos e o Shopping ainda não apresentou aos responsáveis, para não permitir que  fiquem impune e devido a repercussão e comoção gerada pelo episodio, estamos convocando a uma passeata contra o Racismo, pela calçada do Shopping Cidade Jardim, para exigir venham a opinião pública se explicar sobre tais fatos dentro da instalação, condenamos toda e qualquer forma de RACISMO e Discriminação.



Venha com sua família, de bike, de carona,  com apitos.
Diga No ao Racismo!

Não é com olhar preconceituosos, que vão ser evitados  assaltos aos Shoppings.
Quando: sábado 19/02 
Concentração e saída na Av. Magalhães de Castro, 1.2000, ao meio dia.





Se você não puder participar, pode se manifestar:







segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

CONCLUCIONES DEL FORUM SOCIAL

Assembleia dos Movimentos Sociais reafirma lutas em declaração final do FSM
 
 
 
Natasha Pitts
Jornalista da Adital
Adital
Terminou nesta sexta-feira (11), o Fórum Social Mundial (FSM) que se desenvolvia em Dacar, no Senegal, localizado no continente africano. Após seis dias repletos de atividades autogestionadas, marcha, assembleias de convergência e mobilizações, os participantes de mais de 120 países se despediram do evento que, desde 2001, reúne grandes contingentes de ativistas sociais para concretizar a construção de ‘outro mundo possível'.
Reunidos na Assembleia dos Movimentos Sociais, os membros das organizações participantes divulgaram a declaração, fruto de vários momentos de debate, troca de experiências e aprendizado. Muitas das demandas presentes no documento já estão na pauta dos movimentos desde o primeiro fórum, realizado em Porto Alegre. A intenção é mostrar que os povos continuam preparados e motivados para a luta por uma civilização humana livre até que ela se concretize verdadeiramente.

A realização do FSM em Dacar foi uma oportunidade de reafirmar o apoio à luta dos povos da África e do Costa do Marfim por democracia soberana e participativa. O direito à autodeterminação dos povos de Tunes, na Tunísia, do Egito e do mundo árabe também foi lembrado, já que recentemente estas nações despertaram e iniciaram uma luta pela democracia real e pela construção do poder popular.
Em sua declaração, os movimentos ressaltam que a luta contra o capitalismo continuará sendo priorizada. Por consequência, também segue firme a batalha contra as transnacionais que "sustentam o sistema capitalista, privatizam a vida, os serviços públicos e os bens comuns como a água, o ar, a terra, as sementes e os recursos naturais”.
"Exigimos a soberania dos povos na definição de nosso modo de vida. Exigimos políticas que protejam as produções locais que dignifiquem as práticas no campo e conservem os valores ancestrais da vida. Denunciamos os tratados neoliberais de livre comércio e exigimos a livre circulação de seres humanos”, manifestam.

Desde já, os movimentos sociais chamam a uma união e mobilização especialmente do continente africano durante a Conferência do Clima das Nações Unidas - COP 17 em Durban, na África do Sul e na conferência Rio +20, no próximo ano, para que se possa exigir mais uma vez respeito aos direitos da Mãe Terra e o fim do acordo de Cancun, considerado ilegítimo. Desde a Cúpula dos Povos Contra as Mudanças Climáticas e pelos Direitos da Mãe Terra, os acordos firmados em Cochabamba, na Bolívia, são considerados a melhor saída para desacelerar o aquecimento global e garantir a justiça climática e a soberania alimentar.
Dentro da agenda unificada de lutas, a violência contra a mulher também é citada como um mal que deve ser combatido para garantir o desenvolvimento integral dos povos e nações. Ainda hoje, mulheres e meninas são abusadas em territórios ocupados militarmente e criminalizadas quando participam de lutas sociais. Com o mesmo intuito de defesa, os movimentos manifestam que também defendem a diversidade sexual e repudiam a violência sexista.

Deste FSM também saiu fortalecida a luta contra a criminalização do protesto social, as ocupações militares e em prol de uma comunicação livre, alternativa e democrática. E por tudo isso, desde já, todos e todas são chamados a fazer do dia 20 de março um dia mundial de solidariedade com o levantamento do povo árabe e africano, assim como fortalecer o 12 de outubro como dia de ação global contra o capitalismo.

NO PIERDAN LA PRESENTACION DEL FOLKLORE BOLIVIANO

Apresentação do Grupo Kantuta Bolívia e o Grupo Musical Nueva Expresión neste 16/02

Por: Da Redação
O Rotary Clube de São Paulo Armando de Arruda Pereira, promoverá dia 16/02/2011 as 20hs, no teatro Cleide Yáconis (antigo COSIPA), na Av. do Café, 277 Centro Empresarial do Aço, apresenta a Associação Grupo Folclórico Kantuta Bolívia e Nueva Expresión.

A entrada é 2kg de alimento não perecível.

Confira esse grande evento do folclore boliviano.

Maiores Informações :

11 - 3213-5603 / 2626 4672 / 9553 2018

11 - 2440 6121 / 9695 6806

11 - 3826 9333
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domingo, 13 de fevereiro de 2011

LAS RELIQUIAS ESTA CAENDO A LOS POCOS

EL MOHO SE APODERA DE TIWANAKU

Manejo. Ni el Gobierno ni el municipio se hacen responsables por el cuidado del patrimonio




La Razón

Techos desplomados, humedad, basura y moho son señales del abandono en el que se encuentra el sitio arqueológico de Tiwanaku. Autoridades nacionales y municipales no asumen responsabilidad sobre la administración del lugar, algo aún no definido

Mientras tanto, los daños en las milenarias estructuras se hacen cada vez más evidentes.  La Razón constató el jueves que el moho se apodera de los bloques de piedra, siendo la Puerta del Sol uno de los monumentos más afectados, especialmente en el lado posterior de la mole.
Los restos de la civilización preincaica tienen en la humedad a su peor enemigo. Al lado del templo de Kalasasaya, la bases y fosas donde están los monolitos se llenan de agua. Ello socava los  cimientos, al grado de que algunos muros han colapsado.

No existe un sistema de drenaje adecuado, aspecto que, según el director de Patrimonio del Ministerio de Culturas, José Luis Paz, debe ser prioridad para el municipio. Lo único que se ve en el lugar es una canalización rudimentaria, hecha con tubos, surcos en la tierra y planchas de metal.

La humedad no sólo afecta a las piezas que se hallan a la intemperie. Los museos Lítico y Arqueológico la sufren. El primero tiene una grieta en el techo, por donde ingresa el agua cuando llueve. La deficiencia se denunció en febrero del 2010, cuando la ministra de Culturas, Zulma Yugar, inspeccionó el sitio.

Transcurrido casi un año de la revisión, aún no se hizo un arreglo permanente. Paz justificó el hecho con el proceso judicial que el Ministerio inició a la empresa constructora. Según la autoridad, hasta que un fiscal de Guaqui no ordene una inspección, la situación se mantendrá igual

El Museo Arqueológico muestra daños en su estructura. La humedad descascara las paredes e incluso llegó a las vitrinas que guardan piezas arqueológicas

“Desde que la Alcaldía tomó el control, no ha hecho nada. Los trabajos están paralizados y dejan que los comunarios manejen el lugar a su antojo. Mientras tanto, todo se viene abajo”, denunció una vecina del poblado, que pidió mantener su nombre en reserva.
En noviembre del 2010, una comisión de la Unesco visito Tiwanaku, Patrimonio de la Humanidad, y recomendó  realizar planes de prospección y manejo, coordinar tareas con otros actores y mejorar la protección del sitio.

Prioridad
Según el Ministerio, la protección de las piezas de arenisca es la tarea más urgente en el complejo.

Juicio

La entidad inició un proceso a la empresa constructora del Museo Lítico, a cargo de un fiscal del Distrito de Guaqui (La Paz).

Control
Desde el año pasado, los diferentes actores trabajan en un proyecto de decreto supremo para definir la administración del sitio arqueológico.


La protección del sitio todavía no recae en ninguna entidad

Según el Ministerio de Culturas, es el municipio el que se ocupa de la conservación y restauración en el complejo arqueológico de Tiwanaku. Contradictoriamente, la comuna espera el traspaso oficial del sitio a su jurisdicción para ejecutar proyectos en ese sentido.

“Tienen varios proyectos, entre ellos la implementación de un sistema de drenaje y la realización de estudios para ver la mejor manera de conservar las ruinas, pero (el municipio) aún no puede implementarlos debido a las lluvias”, indicó el director de Patrimonio del Ministerio, José Luis Paz.

De su lado, el alcalde de Tiwanaku, Marcelino Copaña, señaló que  pondrán en marcha nuevos proyectos una vez que la administración del lugar pase a manos de la Alcaldía de manera oficial. “Tenemos expertos y técnicos que se encargan de los problemas que existen”, aseguró

Desde el 2010, los actores involucrados en el tema trabajan en la elaboración de un decreto que defina la administración del lugar y las responsabilidades de cada uno de ellos. Paz anunció que se prevé que la norma sea emitida a fines de este mes

Para la autoridad, la necesidad más urgente es proteger las piezas de piedra arenisca, como las cabezas clavas del templete semisubterráneo y el monolito barbado, muy vulnerables ante el azote de los fenómenos climáticos. A decir de Copaña, ya se  prohibió que turistas suban a la cima de la pirámide de Akapana mientras duren las lluvias para evitar presión sobre las ruinas.

El 2009, la Unesco solicitó al Gobierno boliviano la creación de una dirección que se ocupe únicamente de la administración del sitio arqueológico de Tiwanaku. Esa unidad aún no existe.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

EN ESPAÑA LOS HIJOS DAN DERECHO A REGULARIZAR A SUS PADRES




Padres de hijos españoles podrán regularizar su residencia en España 










(Desdelsur y agencias, Madrid) El gobierno de España permitirá la regularización de su residencia a inmigrantes que tengan hijos con nacionalidad española y a las mujeres extranjeras que hayan sido víctimas de la violencia de género.
La iniciativa ha sido planteada en el borrador del Reglamento de la Ley de Extranjería que fue presentado oficialmente por la Secretaria de Estado de Inmigración, Anna Terrón.


En el artículo 122 de  la propuesta que reglamenta la Ley de Extranjería se incorpora la figura de arraigo familiar por el que se establece que todo padre o madre de menores nacidos en España  podrán regularizar su residencia siempre y cuando el/la hijo/a esté bajo su dependencia y conviva con el progenitor que solicita la autorización.  Esta figura también es aplicable "cuando se trate de hijos de padre o madre que hubieran sido originariamente españoles".
Según la legislación vigente, al nacer en territorio español no se obtiene automáticamente la nacionalidad  pues ésta se obtiene por “derecho de sangre”, es decir, cuando la persona es de la misma nacionalidad que sus padres.
Un nacido en España de padres extranjeros, puede obtener la nacionalidad siempre y cuando ambos – padres e hijo/a -  carecieran de nacionalidad o si la legislación de los países de origen de los padres  no atribuya al hijo una nacionalidad.


En el caso de los ciudadanos de Colombia, Bolivia, Argentina, Costa Rica, Cuba y la mayoría de los países americanos, si los padres no inscriben expresamente a sus hijos como ciudadanos de estos países, los niños pueden optar a la nacionalidad española. También ocurría así con los ecuatorianos, hasta hace dos años, antes de los cambios constitucionales, de tal manera que un buen número de niños ecuatorianos nacidos en España hasta 2009 tienen nacionalidad española. 


Las autoridades explicaron que estas iniciativas han sido formuladas en  el reglamento porque hay muchos niños en España que no son expulsables porque son españoles, pero corren el riesgo de quedarse solos si sus padres, que no tienen la documentación en regla, son repatriados. 
Reconocen, asimismo, que estos niños son una especie de españoles de segunda, porque no tienen los mismos derechos que otros niños españoles: sus padres, al no tener papeles, no pueden pedir becas, ayudas y otros servicios que benefician a las personas con nacionalidad española. 


La Secretaria de Estado de Inmigración, Anna Terrón, explicó que el documento en borrador recoge varias recomendaciones formuladas por el Defensor del Pueblo, que ha reclamado de manera reiterada por una legislación que garantice el derecho a la igualdad. 
Con esta propuesta, explicó, “no estamos abriendo las posibilidad de dar permiso de residencia a todo aquel que llegue a nuestro país, sino de hacer iguales a los que ya son españoles.
Anna Terrón dijo que "el arraigo es algo excepcional y debe ir disminuyendo cada vez más por razones de contexto y realidad". 


El reglamento en borrador,  ratifica también otras figuras como el arraigo laboral que se concede a los extranjeros sin antecedentes penales con al menos dos años viviendo en España y que trabajan al menos seis meses.


Asimismo, el arraigo social que se otorga a los extranjeros que llevan al menos tres años en España, no tienen antecedentes penales, disponen de un contrato de trabajo por al menos un año, tienen familia residente en territorio español y su ayuntamiento o comunidad autónoma les ha emitido un informe de integración social favorable. 


Otra iniciativa complementaria sugiera incluir a las extranjeras en situación irregular que son víctimas de violencia de género y de trata de personas, con lo que se pretende cambiar la vulnerabilidad de las mujeres inmigrantes ya que la necesidad de un permiso de trabajo las hace más dependientes de sus parejas o ex parejas. 


A partir de esta reforma, algunas mujeres podrán solicitar una autorización de residencia y trabajo por estas circunstancias excepcionales. En el caso de que la denuncia fuese falsa y la mujer extranjera estuviera en situación de irregularidad será pasible a sanciones. 

 

CARNAVAL DE STA. CRUZ

Noche de belleza en Santa Cruz:

























La avenida Monseñor Rivero de la capital cruceña se convirtió anoche en escenario del show denominado “Boulevard Carnaval”, donde desfilaron 100 modelos de Promociones Gloria que lucieron diseños nacionales.
El espectáculo fue estructurado en una variedad de cuadros con la participación de diseñadores cruceños, bailarines, actores y malabaristas. La velada fue animada por los grupos musicales Iñaki, Jacke Mate y la banda Millenium.
La Miss Bolivia, Olivia Pinheiro, reapareció también en la gran pasarela
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

VEAN ESTE REPORTAJE .....


'' Hace Calor '' diz , freguês de feira andina em São Paulo

Por: Rafael Mosna - colaboração para FOLHA




"Por favor, como hace calor". A frase, entre diversas outras em idioma espanhol,  não foi ouvida em um país hispano, mas no Brasil, mais precisamente no bairro do Pari, em São Paulo.
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Por vezes, o castelhano parece até ser o idioma oficial desse bairro do centro da capital paulista.

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O destino é a feira Kantuta, que acontece todos os domingos na praça homônima.


   

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É lá onde vários bolivianos e seus descendentes que moram na metrópole se reúnem para comprar produtos típicos, conversar, dançar e ouvir música regional.
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Entre os achados, estão os tecidos nas tradicionais cores vibrantes, diversos tipos de pimentas,  pães, chá de coca, muitos grãos, além de produtos industrializados como a cerveja Paceña e o refrigerante Inca Kola.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

FELICIDADES ORURO !!!!!!

VIVA ORURO CON SU SAN JOSE Y SU LINDO CARNAVAL
 
10 de febrero de 1781 si hace tanto tiempo ya que Oruro dio su grito libertario...
Al igual que este hecho tan simple, oruro tuvo el primer Ferrocarril (Aniceto Arce un 15 de mayo de 1892), fue el primero en ser pavimentado, fue el primero en tener un equipo de futbol ( 26 de Mayo de 1896), fue primero en no se cuantas cosas mas, pero algo paso en el tiempo.




Hoy en dia nos quedamos atrasaditos en varias cosas, pero ya falta poco para que Oruro vuelva a ser la ciudad que nunda debio haber sido.
Aca les dejo nuestro querido Himno



Adios Oruro del Alma, festival   bandas



Nuestro segundo Himno el Viva Viva mi San Jose


La nota de La Razon

En la rebelión del 10 de febrero de 1781, por primera vez indios y criollos unieron fuerzas y protagonizaron un levantamiento en contra de las autoridades españolas de la ex villa de Oruro.

De acuerdo con el historiador Fernando Cajías, varias razones provocaron este levantamiento.

El investigador recuerda que las Reformas Borbónicas derivaron en la creación de nuevos impuestos al comercio de la coca. Este negocio era uno de los más importantes, en especial en La Paz, Oruro y Potosí. En general, los indios vendían el producto. Además, la crisis de la minería les restaba clientes a estos comerciantes.

Otro factor de molestia era que los criollos soportaban el desprecio de los europeos, “quienes los trataban sin el menor tino como ‘cholos de baja estirpe’, señala el primer tomo del libro Oruro 1781: Sublevación de indios y rebelión criolla, escrito por Cajías.

El historiador orureño Ángel Torres añade que los criollos no podían ocupar cargos altos y, como sucedía con los indios, estaban obligados a comprar productos que llegaban de España, aunque éstos no sirvieran.

“A tanto llegaba el nepotismo español; todo era negocio para ellos (a los indios) les vendían cuadernos, tinta y plumas para escribir, pero los campesinos no sabían leer ni escribir. Les vendían incluso medias de seda, en el campo cómo podían utilizarlas. También libros de desecho en España (para los criollos), todo era vender y sacar dinero”.

Otro factor que aumentó la tensión fue que, en las elecciones de alcaldes del 1 de enero de 1781, el partido europeo del corregidor Manuel Urrutia venció al partido criollo que estaba encabezado por Jacinto Rodríguez.

Las noticias de las revueltas de Tomás Katari en Chayanta y Túpac Amaru en el Cusco, la proliferación de pasquines que ensalzaban el levantamiento tupacamarista y las sublevaciones indígenas en otras poblaciones orureñas (Paria, Caracollo, Condo, entre otras) completaron el cuadro de tensiones en Oruro.

El corregidor Urrutia conformó cinco compañías de milicianos, con el argumento de que la Villa necesitaba mayor protección para contener cualquier invasión extranjera o sublevación indígena.

Sin embargo, esta determinación añadió más leña a la hoguera. Urrutia organizó cuatro contingentes de criollos y mestizos, y uno de negros; de éstos, tres (la mayoría) estaban comandados por europeos. Por si fuera poco, el Corregidor ordenó el despojo de las armas de los milicianos criollos para distribuirlas entre europeos y negros.

Entre los sectores molestos por estas decisiones destaca la familia criolla Rodríguez, quienes eran dueños de minas e ingenios y sumamente influyentes en la zona.

Juan de Dios Rodríguez reclamó porque consideraba que merecía el nombramiento de capitán. El Virrey escuchó la queja y le dio el título de capitán del Regimiento de Milicias San Felipe El Real. El mismo proceso de ascenso tuvo su hermano Jacinto.

Estos nombramientos fueron insuficientes, durante la noche del 9 de febrero de 1781 los milicianos, temerosos de que los españoles intentaran asesinarlos, organizaron la revuelta.

En el libro de Cajías se lee que las mujeres, entre éstas la hija de Sebastián Pagador (sargento), cercaron el cuartel para advertir a los milicianos que su vida corría peligro si continuaban en el predio.

“(...) para los europeos todo obedecía a un plan bien orquestado. Es innegable que Sebastián Pagador y su hija fueron los personajes más visibles de la noche del 9, incitando a los milicianos a preparar la defensa contra los europeos”, se lee en el texto.

La convulsión se prolongó toda la noche y al amanecer del 10 de febrero los milicianos abandonaron el cuartel. La tensión bajó.

Aunque al atardecer del 10, la gente se congregó en la colina de Conchupata (detrás de la iglesia de Santo Domingo); empleados, trabajadores mineros, campesinos, artesanos, indios que vivían en la Villa y criollos se preparaban para la lucha.

“A eso de las siete de la noche de ese día se escuchó el ruido de cornetas y pututus y enseguida la multitud bajó hacia la plaza Mayor, la que hoy es la plaza 10 de Febrero; como no encontraron resistencia se dirigieron hacia la plaza del Regocijo (hoy Manuel Castro de Padilla), contigua a la principal”, acota Torres.

Los europeos intentaron organizar la defensa y rodearon a la plaza del Regocijo para evitar que la turba ingresara a ésta. La furia de la masa provocó temor entre los europeos; varios huyeron del lugar y se internaron en la casa que llamaban El Fuerte, del criollo Diego Flores, y que estaba alquilada a comerciantes españoles.

Cajías apunta que esta construcción albergó a la mayoría de comerciantes y mineros europeos, mientras que otros se refugiaron en las iglesias. En el desorden, el corregidor Urrutia y otros europeos huyeron a Cochabamba.

Los milicianos que se habían quedado en la plaza del Regocijo cambiaron de bando y se sumaron a los rebeldes y, entre todos, atacaron El Fuerte e incluso los templos católicos.

Los españoles se defendieron a escopetazos, pero no pudieron dispersar a los rebeldes, respondían con piedras y ondas. Los europeos optaron por la rendición y algunos dejaron la casa con las manos en alto.

Pero “alguien indica prender fuego a la casa, de repente aparecen leñas y materiales combustibles, y se prende fuego a la casa, ésta empieza a arder y algunos españoles intentan escapar por el tejado, pero son alcanzados por certeros hondazos”, describe el estudioso orureño.

Cajías acota que los atacantes ingresaron a El Fuerte y se apropiaron de objetos de valor (de plata y oro). La rebelión duró hasta el amanecer.

Así terminó la revuelta que, para la historia, unificó las fuerzas de criollos, mestizos e indígenas, en defensa de la Villa de Oruro.

DATOS

Habitantes • El historiador Ángel Torres detalla que la Villa de Oruro tenía 5.000 habitantes.

Población • De ese total, entre 40 y 50 habían nacido en España, 40 eran criollos, 40 de raza negra, 1.400 mestizos y el resto nativos.

Alianza • Los habitantes de Oruro (criollos, mestizos e indios) compartían algunas manifestaciones culturales y su odio por el colonizador europeo; esto facilitó la lucha conjunta, según Fernando Cajías.

Vestimenta • El 10 de febrero, todos los rebeldes, sin importar su origen, vistieron trajes nativos, bajo instrucción de Jacinto Rodríguez, explica Ángel Torres.

Muertos • 27 españoles, 19 indios, 14 negros, un mestizo y un criollo.

“Levántense, americanos, tomen armas, y con osado furor maten sin temor a los ministros tiranos”.
Extraído del libro: “Oruro 1781: Sublevación de indios y rebelión criolla”, de Fernando Cajías.

Algunos personajes que participaron en la rebelión del 9 y 10 de febrero de 1781

La historia conserva los nombres de varios personajes que impulsaron la revuelta popular en la Villa de San Felipe de Austria o Villa de Oruro.

Sebastián Pagador
El 10 de febrero, el sargento Pagador agitó a los milicianos y a los orureños en contra de los “chapetones” (españoles). El 15 de febrero, Pagador murió mientras resguardaba las Cajas Reales que estaban destinadas a cubrir los gastos que supondría el arribo de Túpac Amaru. Durante la vigilia, el rebelde rompió la cabeza a un indio, esto desató la furia de otros nativos, quienes terminaron con la vida del rebelde.

Juan de Dios Rodríguez
Rodríguez tenía 47 años en el momento de la sublevación. Administraba minas y era azoguero. Ocupó altos cargos en la administración local. Dirigió el levantamiento del 10 de febrero, aunque no participó en la lucha. Fue procesado en Buenos Aires juntamente con otros protagonistas. Murió en la pobreza, tras seis años de prisión (1791). Fue enterrado en el Convento de San Francisco, en Oruro.

Jacinto Rodríguez
Hermano de Juan de Dios, también indujo a la plebe de la villa de Oruro a participar en la revuelta. Después del 10 de febrero fue nombrado corregidor de la Villa; permaneció 18 meses en ese cargo. Después fue procesado por 77 cargos y encerrado en Buenos Aires, en la propiedad que llevó el nombre de “cárcel de Oruro”. Murió en junio de 1793, tras una larga enfermedad.

Manuel de Herrera
Este rebelde era primo de los Rodríguez. La sublevación del 10 de febrero le permitió salir de la crisis económica pues formó parte del nuevo gobierno de la Villa. Padecía de varias enfermedades y no podía salir de su casa; aun así, fue tomado preso y trasladado a una prisión de Potosí, en la que murió el 27 de febrero de 1783. La Corona lo acusó de incentivar y promover la sublevación.

Mujeres revolucionarias
Muchas mujeres lucharon en la rebelión de Oruro, entre ellas destacan la hija de Sebastián Pagador, María Quiroz, Francisca Goya y Francisca Orozco. El 9 de febrero, ellas advirtieron a los milicianos de que debían abandonar el cuartel, pues su vida corría peligro. Todas murieron encarceladas en Buenos Aires, luego de un proceso iniciado por órdenes del virrey del Río de La Plata, Juan José de Vertiz

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

PIDEN LIBRE CIRCULACION DE IMIGRANTES

Carta Mundial de Migrantes pede livre circulação e residência de pessoas
 
Karol Assunção
 
Jornalista da Adital
Adital
 
 
 
Livre circulação, residência e trabalho para todos; igualdade de direitos
 civis, políticos, econômicos, culturais e sociais; e o reconhecimento de
 todas as identidades e culturas.

 Essas foram as principais demandas dos migrantes reunidos na Assembleia Mundial
 de Migrantes, realizada nos dias 3 e 4 de fevereiro na Ilha de Gorée, Senegal.

Durante esses dias, os presentes tiveram a oportunidade de redigir a "Carta Mundial
 de Migrantes”,que dá "voz” às pessoas que saíram de seu país de origem,
 permitindo-lhes mostrar, coletivamente, suas visões de cidadania e as dificuldades
 enfrentadas devido a políticas governamentais.

Com propostas recebidas desde 2006, por ocasião do Segundo Fórum Social Mundial
 de Migrações,em Madri (Espanha), as demandas da Carta giram em torno de dois
temas principais: o direito da livre circulação e permanência de todos; e
 a construção de um "mundo sem muros”.

"Porque pertencemos à Terra, todas as pessoas têm o direito de poder circular e residir
 em qualquer parte do planeta” consideram.

Dessa forma, para eles, todas as leis e medidas que restrinjam ou limitem a circulação
 das pessoas pelo mundo devem ser revogadas e os migrantes devem ter os mesmo
 direitos e responsabilidades que os cidadãos que moram no país onde nasceram.

 "Os migrantes do mundo inteiro devem gozar dos mesmos direitos que os grupos nacionais
e assumir as mesmas responsabilidades em todos os âmbitos essenciais da vida
 econômica, política, cultural e social”, ressaltam.

Assim, segundo a Carta, independente de estarem ou não em seu país de origem
as pessoas devem ter seus direitos respeitados.

 Educação, segurança, habitação, alimentação saudável, trabalho e liberdade de expressão
 são apenas alguns direitos citados no documento.

Na carta, os migrantes expressam ainda que, muitas vezes, são alvos de políticas
estratégias discriminatórias.

"Essas políticas são impostas por sistemas conservadores e hegemônicos que buscam
 manter seus privilégios  explorando a força de trabalho física e intelectual dos migrantes.

Para isso, utilizam as exorbitantes prerrogativas permitidas pela potência arbitrária dos
Estados-Nação e do sistema mundial de dominação herdadas da colonização e expulsão
comentam.

No documento, destacam também que os Estados apresentam políticas de segurança que
consideram a migração como um problema e uma ameaça.

Dessa forma, privam os migrantes do direito à plena liberdade de circulação e de instalação
 no planeta.

Por conta disso, convocam a formação de uma "Aliança Mundial de Migrantes” que apresente
 propostas que contribuam para a construção de um mundo que respeite os direitos dos
 migrantes e a livre circulação de pessoas.

"Só uma grande aliança de pessoas migrantes poderá promover o surgimento de novos
direitos para cada pessoa por seu nascimento, independente de origem, sexo,
cor ou credo”, afirmam

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

EL CARNAVAL DE BOLIVIA

As cores do Carnaval Boliviano

Por: Da Redação


Os carnavais na Bolívia são a demonstração popular mais colorida de nosso povo.

Em cada região com manifestações de distintas características, os carnavais representam o melhor de nosso folclore e alegria de nossa gente.

Veja e conheça um pouco da diversidade de um pais que não abre mão de manter sua identidade, dentro e fora das suas fronteiras.


 
Carnaval de Oruro

O carnaval de Oruro se origina nas ancestrais invocações andinas à Pachamama (Mãe Terra), ao Tio Supay (Diabo) dos lugares mineiros e à Virgem da Candelária. Sua funda espiritualidade e magnetismo foi o fruto de uma evolução no tempo.
A história do Carnaval de Oruro começa com a aparição da imagem da Virgem da Candelária em 1789, e sua revelação posterior numa gruta do cerro "Pié de Galo". Conta a lenda que em um buraco abandonado na mina desse cerro, vivia um ladrão chamado Anselmo Selarmino (o Nina Nina ou Chiru Chiru) que roubava para repartir entre os pobres. Numa de suas correrias noturnas foi mortalmente ferido por um obreiro de quem pretendeu roubar o único tesouro que tinha.

Em sua agonia foi levado por uma mulher virgem do povo até sua morada. No dia seguinte foi enorme a surpresa dos mineiros da zona que acharam o cadáver, encontraram uma bela imagem da Virgem da Candelária custodiando a cabeceira da pobre cama do ladrão.
Diante da descoberta da virgem resolveram rezar para ela durante três dias ao ano desde o sábado do carnaval, usando disfarces a semelhança do diabo ao ritmo de uma cativante música. Desde então realizam a Entrada de Carregamentos e Ceras, com ornamentos regionais, presentes de prata para a Padroeira, viandas e bebidas.
No período de 1900 a 1940, surgem as primeiras Comparsas ou Fraternidades devotas da Virgem como tropas de Diabos, Morenos e Tobas para desfilar até a antiga Capela do Buraco extasiados de Chicha e Álcool. Durante estes anos ainda não participavam meninos nem mulheres.

Entre 1940 a 1980, reavivando preconceitos, empregados do comércio, dos bancos, mestres e até um militar se uniram ao Carnaval e marcaram inovações aos futuros rumos da original entrada. Em 1970, o governo declarou a Oruro Capital do Folclore Boliviano, acrescentando a corrente turística.

Começam a surgir outros conjuntos e com a chegada da juventude e da mulher no Carnaval, este começa a se massificar. Na década dos 80 até os dias de hoje, se vive um período de esplendor com a espetacular apresentação da mulher, o despregue de trajes e o esbanje da beleza juvenil.

DIABLADA
Com a conquista espanhola, houve também a imposição da religião católica sobre os costumes considerados pagãos dos indígenas das terras da América do Sul. Como em quase todas as partes, o que aconteceu foi um sincretismo religioso, mesclando ambas. Na Bolívia, os indígenas utilizados para trabalho escravo nas plantações e principalmente nas ricas minas de ouro e prata, cultuavam o "Huari", ou "El Tio" (deus da força e das montanhas), a divindade benfeitora a quem é oferecido até os dias atuais a "chicha", bebida feita de milho, típica da região andina, em troca de proteção. Com o passar do tempo, o indígena adotou a religião católica e quando o carnaval foi trazido pelos europeus, houve uma conjunção com as festividades nativas. A DIABLADA representa um drama teatralizado de luta entre o Bem e o Mal. O Arcanjo Miguel e a Virgem da Candelária com suas sete virtudes, contra Lúcifer, os diabos e os sete pecados capitais. Na atualidade observamos o Arcanjo Miguel à frente do desfile, dirigindo os perdedores do combate : os "diablos" arrependidos que vestem um rico traje, produto da criatividade dos artesãos bolivianos. Um de seus primeiros relatos data de 1789 e é tipicamente boliviana, sendo considerada em 2001 como Patrimônio Intangível da Humanidade pela UNESCO.

MORENADA
A Companhia Mercantil Européia trouxe negros africanos em substituição ao indígenas que se rebelavam contra o trabalho imposto. Os escravos africanos chegavam via Panamá, Lima e Buenos Aires. Calcula-se que em dez anos, foram trazidos cerca de 300.000 negros africanos para a América com "lucro" de 15 milhões de libras! Sua cor de pele nunca vista, sua riqueza cultural e sua força foram homenageadas com vários ritmos que nasceram desta nova miscigenação. Um dos ritmos surgidos deste encontro cultural foi a MORENADA, que nasceu através do uso de escravos negros na cidade de Potosí , na BOLÍVIA, na época colonial. Representa, com sua roupa ricamente adornada e pesando cerca de 25 quilos, a opulência de seus amos e também o alto preço que valiam. Destaca-se "El Rey Moreno" com sua máscara, coroa e abundante pedraria enfeitando seu traje representando a monarquia dos países de onde vinham os escravos. As matracas e os passos característicos de sua dança representam os sons das correntes que prendiam os escravos pelas pernas e as pesadas carroças que tinham que levar. Como não eram acostumados ao frio intenso e às grandes altitudes, tinham seus passos pesados e nas máscaras pode-se notar a língua ou o lábio inferior proeminente.

CAPORALES
Os negros africanos também tiveram influência direta neste ritmo quando associaram-se ao indígena andino. Após terem sido trazidos, tiveram que enfrentar a violência, a marginalidade e a perda gradual de seus costumes, que parcialmente sobreviveu através de seus ritmos, como a "Saya", que originou os CAPORALES. Uma das regiões onde os escravos africanos se concentraram foi a região de Yungas, perto de La Paz, na BOLÍVIA – daí o nome deste ritmo – afroyungueño. CAPORALES representa o capataz negro responsável por vigiar e castigar os escravos rebeldes. Seu traje muito vistoso, lhe dá um ar de força e poder, com seus "cascaveles", guizos presos às pernas que trazem ritmo à esta dança. Possuem o "sombrero" e o "látigo", chicote para castigo dos rebelados. Trazem ainda consigo, um apito para estabelecer a ordem e um olhar ameaçador.


TINKU
Do quechua : encontro. É um cerimonial pré-hispânico das comunidades altiplânicas incluindo os Jukumaris, Chullpas e Kakachacas da região de Potosí e Oruro, na BOLÍVIA. Tem várias interpretações. Uma delas é um rito de passagem dos adolescentes à maioridade. Outra é um oferecimento à "Pachamama", a Mãe-Terra, de seu sangue a fim de obter uma boa colheita. Este encontro se dá na "Marka", praça principal da comunidade, com regras definidas no mês de maio na "Fiesta del Señor de la Cruz". Não é violência pura sem explicação. Na dança representativa, nota-se uma atitude guerreira de seus componentes, inclusive das mulheres, que têm trajes multicoloridos típicos dos povos andinos. O ritmo marcado e os passos fortes, terminam sempre em uma encenação do TINKU.

TOBAS
O inca Tupac Yupanqui (1471-1493) reuniu os primeiros grupos de TOBAS da região Chaqueña e da Amazônia que eram tribos esparsas à época. Por seus trajes e sua coreografia, nota-se que esta dança não é andina e expressa outra parte da cultura boliviana. Representa a atitude guerreira dos grupos étnicos localizados nas nascentes do rio Pilcomayo na BOLÍVIA. A indumentária rica em cores e plumas associada aos movimentos enérgicos é um espetáculo para os olhos. Seus movimentos principais são o "bolívar", o "camba", o "chucu-chucu", o "cullahui"’, e outros. Entre os personagens destacam-se o xamã, o cacique, os guerreiros e as guerreiras.

CHACARERA
A Chacarera é uma dança e música populares originarias do Sul da Bolívia e noroeste da Argentina dançada já desde o século XIX. A música toca-se geralmente com violão, violino, sanfona e bumbo "legüero". Antes mesmo de existirem a Bolívia e Argentina como repúblicas que hoje conhecemos a Chacarera já era dançada nas fazendas do Chaco (região de mais de 800.000 Km.2) no início do século XVIII durante a conquista da coroa espanhola, na época colonial. Erroneamente atribui-se a origem da Chacarera ao folclore Argentino, e isto deveu-se à maior difusão desta dança nas cortes espanholas localizadas no chamado Virreinato da Plata (Buenos Aires) do qual nasceu Argentina, em contraposição ao chamado Virreinato do Peru (do qual fazia parte a Bolívia) na qual também se praticava a Chacarera por parte dos trabalhadores rurais nas fazendas, porém sem maior estardalhaço e com matizes mais vigorosos e algo diferentes no sapateado, vestimenta e cadência musical. A Chacarera pertence ao grupo de danças picarescas, de ritmo ágil e caráter muito alegre e festivo. No caso da Chacarera boliviana a vestimenta da mulher apresenta flores estampadas e são de cores cálidas, babados, avental e sapatos de salto baixo. Em nenhum caso existem fitas de cor no cabelo, e o penteado é uma trança. O homem usa "poncho" (na época de frio), botas, bombachas, rastras, camisa, lenço e chapéu. Na Bolívia a Chacarera é bastante difundida na província Gran Chaco no departamento de Tarija e mais atualmente tem se difundido bastante nas "entradas" (desfiles) folclóricas em La Paz, Oruro e Cochabamba.

LLAMERADA
Uma das mais antigas do folclore boliviano, sua origem é aymará e seu nome original era "Karwani". Vinculada diretamente com a lhama que fornece alimentação, transporte e abrigo, desde a época pré-agrícola há cerca de 40 séculos. Assemelha-se a um rodeio. Os "llameros" cercavam as lhamas, guanacos, alpacas e vicunhas para tosá-las e confeccionar vestimentas. Os animais velhos ou feridos serviam como alimento e uma rês era oferecida aos deuses. Na maior parte das danças da BOLÍVIA, a mulher participa há pouco mais de 3 décadas. Exceção se faz à LLAMERADA, que sempre foi representada pela família completa. A vestimenta traz símbolos aymarás de poder como o "sombrero de cuatro puntas" com desenhos dos camelídeos andinos e as "abarcas", seus rústicos sapatos. Destaca-se a "korawa" ou funda, que durante a dança simula o lançamento de pedras. Característica de La Paz, Oruro e Potosí. Em tempo, através da domesticação e seleção genética dos outros camelídeos altiplânicos, surgiu a lhama, que é maior e com excelente lã.

TAQUIRARI
Dança característica do oriente da BOLÍVIA, incluindo os departamentos de Santa Cruz, Beni e Pando. Sua origem é desconhecida, mas há relatos de sua presença no início do século XIX quando Cañoto – guerreiro cruceño - lutava contra os espanhóis. Acredita-se que seu nome deriva de "takiríkire", palavra moxeña que significa flecha. Relaciona-se com o aparecimento da cultura crioula no oriente. É um ritmo muito romântico, onde a roupa é leve, com as mulheres usando "tipoy", longos vestidos sem mangas e os homens com camisas brancas, "sombreros" e lenço preso ao pescoço.

LA CUECA
A CUECA provém diretamente da Zamacueca (1824), originária do Peru, que no século XVIII derivou do Fandango Espanhol. Após a Guerra do Pacífico, ocupou os salões chilenos e argentinos como Cueca Chilena (1870), o que motivou um protesto peruano, que passou a chamá-la de Marinera (1879 – Abelardo Gamarra). Atualmente, a CUECA é dançada em todo o oeste sul-americano, desde Colômbia, passando por BOLÍVIA, Argentina, Peru e Chile, com suas variedades, segundo as regiões e épocas. Este ritmo é um baile de casais que dançam soltos, representando o "coqueteo" ou namoro. Levam em sua mão direita um lenço branco que é manuseado com voltas e floreios. A vestimenta é variável de acordo com a região, mas predomina a elegância, com belos trajes sociais.

PUJLLAY
Ou jogo. Dança de ritmo melancólico representa a força viril dos camponeses e mestiços da região de Chuquisaca, na BOLÍVIA. Segundo a história, tem sua origem em março de 1816, quando os guerreiros indígenas travaram um combate e venceram os espanhóis realistas. Conserva, quase sem mudanças suas vestimentas desde os tempos originais. A roupa possui abundante coloração, sendo bastante larga e se estende até as canelas. Nos pés dos dançarinos destacam-se os "gallos" ou esporas que estão fixados a um calçado rústico bastante alto, desafiando a destreza de quem os carrega. Na cabeça levam a "montera" que se assemelha a um elmo espanhol. Alguns tocam a "sencka tanch’ana" uma flauta grande que dispõe os orifícios muito abaixo da embocadura, o que obriga ao executante uma posição desconfortável. Tudo inicia-se com a entrada dos dançarinos com seus passos vigorosos seguindo-se a uma missa em quéchua. A "chicha" e comidas apimentadas fazem parte do festejo que ocorre no segundo domingo de março.

ZAMPOÑEROS
 Bastante típica do Carnaval de Oruro, representa outra dança originária do altiplano da BOLÍVIA. Seus dançarinos levam a "zampoña" instrumento composto de fileiras de tubos com vários tamanhos, assemelhando-se a uma flauta Pan. Seus trajes são simples compostos do poncho, calças brancas, e "chullo" ou gorro, característico dos Andes.

KULLAWADA
Dança representativa dos tecelões aymaras antigos que tinham grande importância econômica e social na época pré-hispânica da BOLÍVIA. Seus componentes possuem um pequeno poncho ricamente adornado com placas circulares, pedraria e pérolas de fantasia. O "pantalón" ou a calça dos homens possui filas de moedas de prata. Estes ainda levam as "guantes de lana" ou luvas de algodão e sandálias. As mulheres vestem a "pollera" ou vestido e a "lliclla" ou manta nos ombros, enfeitadas com pedraria, pérolas e moedas. Entre os personagens destaca-se o "whapuri" ou mestre que guia os outros tecelões e a "awila" que carrega uma boneca da pano.

DOCTORCITOS
Na época colonial espanhola, tinham muito destaque os advogados que se vestiam em trajes por demais luxuosos frente ao nativo empobrecido. Desta diferença, brotou como uma sátira a estes profissionais esta dança nas grandes cidades da BOLÍVIA. Seus componentes vestem-se com um paletó semelhante ao "smoking", com "sombreros de copas" negros, camisas brancas, gravatas e o tradicional bastão de apoio ou de agressão aos nativos da época. As mulheres têm vestidos negros e carregam uma pequena vara. Seus passos de dança assemelham-se ao caminhar de pessoas bastante idosas, com deambular desequilibrado e trêmulo, completando o quadro satírico a que se propõe.

TUNDIQUI  Ou NEGRITOS.
Característica dos vales subtropicais da Bolívia, principalmente da região yungueña próxima a La Paz. A vestimenta é bastante simples representando a pobreza dos escravos africanos da época, com calças brancas até as canelas, camisas claras, sem calçados e com uma peruca com cabelos semelhantes aos dos negros. Na maioria das vezes, os dançarinos tingem todo o seu corpo de negro. Seu sucesso deve-se à agilidade de seus passos, às batidas dos tambores e à picardia dos seus cantos.

INKAS ou INCAS
Elemento artístico que mais se assemelha a um teatro do que a uma dança em si. Seus passos são lentos e cadenciados ao ritmo pulsátil dos tambores. Representa a conquista do império inca que se estendia do Equador, Peru, BOLÍVIA e Argentina pelos invasores europeus. Nesta dança encontra-se o conquistador espanhol com sua armadura, os soberanos incas e toda sua comitiva. Destaca-se o espanhol Francisco Pizarro e os imperadores incas Atahuallpa e Manco Cápac e suas "ñustas" ou virgens. Notam-se coroas ricamente adornadas com plumas multicoloridas, máscaras de guerra e trajes dourados representativos da imensa riqueza inca da época.

SURI SICURIS
Nascida em Oruro, esta dança é embalada ao som dos "huayños" ou dos "caluyos", ritmos nativos da BOLÍVIA. Seus componentes dançam com uma imensa coroa de plumas de aves, mantendo passos alegres e ágeis, apesar do peso que carregam.

WAKA-THOKORI
Nova sátira aos conquistadores espanhóis. Aqui destaca-se o ritmo alegre com seus componentes representando o costume espanhol mais tradicional – as touradas. Nesta dança nota-se "q’aisilla"ou toureiro, os touros ou "wakas" confeccionados do couro do animal e carregadas pelo dançarino e a autoridade ou "malku". Toda a teatralização se resume em movimentos assemelhados às touradas.
Fonte: Bolívia Cultural